Lombalgia


Nos dias de hoje a dor nas costas, chamada tecnicamente de lombalgia, é uma das queixas mais ouvidas em consultórios. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que aproximadamente 80% dos adultos sofrerão pelo menos uma crise aguda de dor nas costas (lombalgia aguda) durante sua vida, e que 90% dessas pessoas apresentarão mais de um episódio.

A coluna Lombar é a região abdominal da coluna compreendida entre a última costela e a base do sacro, constituída por cinco vértebras (conhecidas como L1 a L5). Com as maiores vértebras de toda a coluna, tem como principal função sustentar o corpo e realizar os principais movimentos de flexão e extensão.

A maioria das pessoas sente dor inicialmente na região lombar, e pode espalhar-se (irradiar) para as nádegas, coxas ou joelhos. Muitas pessoas apresentam também espasmos e contraturas musculares. A dor e desconforto geralmente pioram quando se faz flexão das costas ou carrega pesos. A fonte de dor pode estar nas articulações, discos, vértebras, músculos ou ligamentos, que podem sofrer irritação ou inflamações.

A dor pode ser forte, muitas vezes a pessoa não consegue sair da cama, e piora com os movimentos e sentando, mas geralmente começa a diminuir depois de alguns dias e com o tratamento correto, deve sumir totalmente depois de 4 a 6 semanas. As características da dor e o exame cuidadoso costumam dar o diagnóstico. Se o quadro de lombalgia aguda for típico, não são necessários exames como radiografias, tomografias e ressonância nuclear magnética.

Inúmeros fatores podem contribuir para o desencadeamento e cronificação, como esforços repetitivos, excesso de peso (tanto obesidade quanto o ato de carregar peso), pequenos traumas, condicionamento físico inadequado, posição não ergonômica no trabalho (causa mais freqüente), maus hábitos posturais, gravidez, osteoartrose da coluna, bico de papagaio (osteofitose), osteoporose (que são causas também relacionadas com a idade), entre outras.

A lombalgia pode ser classificada como aguda, caracterizada por dor de início súbito, e que geralmente dura menos de três meses, conhecida as vezes por "travar as costas", e crônica, de início impreciso que dura mais de três meses, podendo piorar ou melhorar sem razão específica.

Os objetivos da fisioterapia em pacientes com lombalgia são além do alívio da dor, a diminuição da tensão muscular, o aumento da amplitude de movimento, o equilíbrio, a função, e as orientações quanto a percepção cinestésica e alinhamento, durante as atividades de vida diária e profissional

O tratamento fisioterapêutico por meio de recursos elétricos, mecânicos, térmicos e da cinesioterapia é capaz de garantir ao paciente, na maioria das vezes, melhora significativa do quadro álgico, flexibilidade e força dos músculos posturais.

Outros tratamentos também são recomendados para melhora do quadro de lombalgia como a Osteopatia que é um método de terapia manual, a Acupuntura, a reeducação postural através do RPG e também o Pilates.